Receber o diagnóstico de câncer de próstata pode gerar muitas dúvidas e preocupações, especialmente em relação ao tratamento. Será que sempre é necessário operar? Ou existem casos em que a cirurgia pode ser evitada? Neste artigo, você vai entender em quais situações a prostatectomia radical é indicada e quando outras abordagens podem ser consideradas mais seguras e eficazes.
Nem Todo Câncer de Próstata Precisa de Cirurgia
O câncer de próstata é uma doença com comportamento muito variável. Em alguns casos, cresce de forma lenta e pode não oferecer riscos imediatos à saúde. Em outros, tem evolução mais agressiva e exige tratamento ativo precoce.
A decisão de operar ou não depende de diversos fatores:
– Nível do PSA
– Resultado da biópsia (Gleason Score)
– Estágio da doença (localizado, localmente avançado ou metastático)
– Idade e expectativa de vida do paciente
– Saúde geral e presença de outras doenças
Classificação de Risco: A Base da Decisão
A maioria das diretrizes internacionais divide os casos de câncer de próstata em grupos de risco. Veja como essa classificação impacta a conduta:
Baixo Risco
– PSA < 10 ng/mL
– Gleason 6 (3+3)
– Tumor confinado à próstata
Conduta: Muitos desses pacientes podem ser acompanhados com vigilância ativa.
Risco Intermediário
– PSA entre 10 e 20 ng/mL
– Gleason 7 (3+4 ou 4+3)
– Doença ainda confinada à próstata
Conduta: A cirurgia costuma ser uma excelente opção.
Alto Risco
– PSA > 20 ng/mL
– Gleason ≥ 8
– Suspeita de invasão além da cápsula prostática
Conduta: A cirurgia pode ser indicada, frequentemente combinada com outros tratamentos.
Quando a Cirurgia é Contraindicada?
A prostatectomia radical nem sempre é o melhor caminho:
– Expectativa de vida reduzida
– Tumores muito indolentes
– Doença metastática extensa
Vantagens da Cirurgia Robótica na Prostatectomia Radical
– Menor sangramento
– Alta precisão
– Recuperação mais rápida
– Maior chance de preservação da continência urinária e função sexual
– Cicatrizes mínimas
Cirurgia Precoce x Acompanhamento Ativo: O Que Mostram os Estudos?
Estudos como o ProtecT Trial mostraram que, para pacientes de baixo risco, não há diferença significativa na sobrevida entre cirurgia, radioterapia e vigilância ativa. Já os pacientes de risco intermediário ou alto se beneficiam de tratamento definitivo.
Conclusão
A cirurgia para o câncer de próstata é uma ferramenta poderosa, mas deve ser usada com critério. O mais importante é contar com um especialista experiente.
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Dr. Anselmo de Paula
Urologia e Uro-Oncologia
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